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Ricardo Biazotto oferece dicas para se destacar no meio literário

By on May 30, 2014 . Category Em Português

Se tem uma palavra que pode definir Ricardo Biazotto, é “pro-atividade”. Aos 21 anos, publicou contos em várias antologias e foi selecionado em duas edições do Concurso Literário do Escritor Contemporâneo. Membro da Casa do Escritor Pinhalense “Edgard Cavalheiro”, seu conto “O Barão e a Princesa do Campo” foi escolhido o ebook da semana pela curadoria do Widbook. É  colunista da Revista Rosa News, moderador do blog overshockblog.com.br e está a frente de outros projetos literários. Batemos um papo inspirador com o Ricardo, confira!

 

Widbook – Olá Ricardo. Parabéns pelos seu ebook. Quanto tempo você levou para finalizar “O Barão e a Princesa do Campo” e como foi o processo de escrita?

Ricardo Biazotto - Escrevi este conto correndo contra o tempo, o que é normal para muitos escritores. Precisava concluir até o sábado, mas na quarta-feira uma leitora disse que faltava algo na primeira história. Tive medo de não cumprir o prazo, mas felizmente surgiu uma nova ideia e me dediquei apenas a isso. Inspirei-me em uma antiga lenda de minha cidade, um barão que assinou um pacto com o diabo. Pesquisei sobre ele na quinta-feira, escrevi na sexta e fiz muitas revisões no sábado.

 

Quando você começou a escrever e quando percebeu que tinha o dom da escrita e decidiu focar sua vida na literatura?

Eu tinha entre nove e dez anos quando pensei, pela primeira vez, em “escrever um livro”. Apesar desse desejo precoce, na época escrevi apenas alguns textos sobre o meu time do coração e só mais tarde, já com dezessete anos, voltei a escrever e realmente foquei nisso. Fui aprovado para participar da antologia “Dias Contados Vol. 2 – Contos sobre o fim do mundo” e percebi que era possível ter uma vida literária. A partir daí não parei mais.

 

Você é muito ativo na comunidade literária de Espírito Santo do Pinhal, sua cidade natal. Conte um pouco sobre seus projetos.

Sou secretário da Casa do Escritor Pinhalense “Edgard Cavalheiro” e sei da importância de conquistar leitores em minha própria cidade. Busco proporcionar boas oportunidades culturais para a população, facilitando visitas de escritores e pessoas ligadas à literatura. Recentemente ministrei palestras sobre poemas, abrindo o projeto da Olimpíada de Língua Portuguesa nas escolas municipais. O próximo projeto será com os mesmos alunos, focando em outros tipos de textos e na importância da leitura.

 

Como você acha que cada cidadão pode ajudar a incentivar mais a leitura e a escrita no Brasil?

É preciso saber conquistar o público alvo, que na minha visão devem ser as crianças e adolescentes. O cidadão deve saber a sua importância para o futuro da cultura brasileira, incentivando com entrega de livros, com bate-papos que mostrem que é possível se divertir com a leitura e a escrita, com a apresentação de obras para essa faixa etária, entre tantas outras possibilidades. Mais do que isso, fazer pensando no retorno que a população como um todo terá no futuro e não apenas no que esse cidadão pode receber em troca, o que infelizmente acontece muito.

 

Qual é o papel e a importância do Widbook neste processo?

Como o Widbook aproxima as duas partes envolvidas com um livro, é importante porque mostra não apenas o trabalho dos escritores, como também possibilita aos leitores conhecerem outras boas obras e assim leia cada vez mais. Lendo mais, consequentemente vão escrever mais e isso se torna uma bola de neve. Como o trabalho do escritor deixa de ser solitário, se torna também um grande incentivo… O Widbook é uma grande e viciante comunidade de pessoas com interesses em comum, o que é muito bacana.

 

Que dicas você deixa para os escritores em início sua carreira, para se destacarem?

Se dedicar muito à leitura, para aumentar a qualidade da escrita. Ter foco e força de vontade. Existem muitas dificuldades em todos os segmentos artísticos, na literatura ainda mais. Se desistir na primeira dificuldade, o mundo da literatura pode perder um gênio. Por fim, aproveitar todas as facilidades que os avanços tecnológicos criaram para os escritores, principalmente as redes sociais como o Widbook, fundamentais para a divulgação e a formação de público. Com o público ao seu lado, a chance de o escritor conquistar seu objetivo é muito maior.

 

Por fim, como você vê a indústria literária no Brasil hoje?

Comparado com 2011, quando publiquei a primeira obra, o avanço é notável. Surgiram novas editoras, as livrarias dão mais espaço a autores nacionais e os leitores perceberam que os autores brasileiros não ficam aquém dos estrangeiros – exemplos não faltam. Claro que existe outro detalhe que não dá para esquecer: a literatura digital. Eu não penso duas vezes para aproveitar o que a ela oferece aos escritores iniciantes, e tenho certeza que o lançamento do Widbook em português, por exemplo, contribui muito para esse avanço. A indústria literária ainda tem muito que crescer no país, mas esse crescimento acontecerá naturalmente. Tudo está se tornando mais fácil. É preciso apenas que exista uma união entre os escritores e o poder público. Assim todos saem ganhando, principalmente a cultura.

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