Behind the Camera – An Interview with NetflixYouTube Star Felipe Neto

Por Trás da Câmara – Uma entrevista com a estrela do Youtube e do Netflix, Felipe Neto

By on September 12, 2013 . Category Em Português

Por Gabriela Loschi

 

Ele ganhou fama no Brasil através de videos no YouTube e acaba de lançar seu primeiro livro, “Não Faz Sentido – Por Trás da Câmera”, que você pode ler uma amostra clicando aqui. Felipe Neto conversou exclusivamente com o Widbook sobre os novos os desafios da escrita e carreira. Conheça agora o cara por trás do personagem de humor sarcástico que ele mesmo criou:

 

Você, com seu caráter totalmente inovador, lançou a primeira série brasileira no Netflix, já foi blogueiro, se tornou o vlogler mais conhecido do Brasil, é empresário e por aí vai. Sinto que todos os seus trabalhos de uma certa forma são sátiras da realidade, da sua própria vida e contos cômicos. Quais são as suas referências e influências?

Eu tenho muitas, inclusive o livro vai passando por várias delas. Diria que minha maior referência é aquele que considero o humorista mais genial que já viveu: George Carlin. Já assisti tudo que existe disponível sobre ele pelo menos umas cinco vezes e não canso. Outras grandes influências que tenho são Ricky Gervais, Jim Carrey, seriados como How I Met Your Mother, Modern Family, The Office, Friends, dentra tantas outras coisas.

 

Por que você sentiu a necessidade de escrever um livro e o que isso representa em sua carreira?

Eu senti que a história que estava acontecendo nos bastidores do Não Faz Sentido merecia ser contada. No final das contas, o livro virou algo muito maior que isso, é um livro que narra a história dos bastidores de uma renovação no entretenimento. Isso é o que considero mais interessante, no final das contas.

 

Logo no prefácio você diz que o leitor vai conhecer a “outra face” do Felipe Neto que apresenta o “Não faz sentido”. E o livro leva o seu humor sarcástico, característico… Qual é a outra face que você quer mostrar ao mundo e quais métodos de escrita procurou seguir para mostrar essa face?

O tipo de humor que coloquei no livro é muito mais pessoal e a ver com quem sou na vida real. Não é um humor escrachado, é um humor de entrelinha, sem muita intenção de fazer comédia, mais ou menos como eu sou na vida mesmo. O método de escrita que segui foi o phillip-nettinson, desenvolvido em 1875 pelo grande desbravador inglês que descobriu a Poliné, ok, foda-se, eu não faço ideia de qual foi o método de escrita que segui, eu apenas escrevi.

 

Você acredita que o público jovem fanático por vídeos vai ler o seu livro? Quais são suas dicas de escrita para esses jovens Geeks por natureza?

Pelo retorno que estou tendo e a quantidade absurda de fotos nas redes sociais do livro sendo lido, acho que esse público já meio que abraçou o “Não Faz Sentido – Por Trás da Câmera”. Isso me deixa muito feliz, porque há alguns meses o que mais se via nas redes sociais eram fotos de pessoas lendo “50 Tons de Cinza”. Não querendo dizer que meu livro é melhor, mas até bula de remédio é melhor que “50 Tons de Cinza”. Sobre dicas de escrita para os jovens, eu tenho só uma: escrevam. Aos 11 anos de idade eu comecei a escrever fan-fics de Harry Potter e passei a adolescência escrevendo muito, em imensas quantidades. Nunca mais parei e definitivamente isso foi um diferencial incrível na minha vida. Apenas escrevam.

 

Você fez o lançamento do livro em formato tradicional e, como não poderia faltar para alguém antenado como você, em digital também. Como você vê o mercado de ebooks atual, no Brasil e no mundo?

Olha, eu vou te dizer uma coisa do fundo do meu coração: eu não faço a MENOR IDEIA! Sério, tudo isso ainda é tão novo pra mim que eu ainda me pego surpreso. A Editora acabou de me falar que a primeira tiragem de 15 mil exemplares já foi e mandaram pra reimpressão, isso em 3 semanas. Eu não faço a menor ideia se isso é algo maravilhoso, ou algo mediano, ou algo ruim, só posso confiar no que dizem pra mim. Sobre os e-books, eu sei que funciona, sei que tem lá pra comprar, sei que tá vendendo, mas é só isso que eu sei. Estou começando a realmente entender esse mundo doido da literatura.

 

Assim como você ajudou a quebrar paradigmas do seu mercado, o Widbook, plataforma na qual você publicou um sample do seu livro, está ajudando a quebrar paradigmas de escrita e publicação de livros. Como você vê o Widbook e o papel dele no mercado editorial? Você gostou da plataforma?

Gostei muito e acho que esse tipo de iniciativa é fundamental pra todo tipo de mercado. Como disse, ainda estou tentando entender como funciona esse mundo literário, ainda é difícil pra mim. Venho do mundo do Youtube, onde lançamos um vídeo e o retorno é imediato, você tem os views, os comentários, o dinheiro recebido do vídeo, tudo instantâneo. Nesse mundo da literatura, o Widbook é uma das poucas coisas que consegui entender, justamente por ser dessa nova geração. Parabéns pelo trabalho, vocês são muito bons. E eu sou um belo de um puxa-saco. Me chamem para mais entrevistas, eu prometo sempre elogiar.

 

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